• Portal Vale dos Pireneus

Anápolis completa 113 anos, mais sem festa por conta da pandemia

Na manhã desta sexta (31) o município realizou apenas uma cerimônia com o hasteamento da bandeira e hino nacional



Nesta sexta-feira (31), a cidade de Anápolis completou 113 anos de história. Diferentemente das apresentações e celebrações especiais dos anos anteriores, devido à covid-19, o município não realizará eventos de grande escala. Na manhã de hoje, o município realizou uma cerimônia de restrição civil na prefeitura, levantou a bandeira nacional e executou o hino nacional.


Em uma coletiva de imprensa depois que a bandeira foi levantada, o prefeito Roberto Naves disse que, no 113º aniversário da fundação da cidade, foi a menor festa da história de Anápolis. Esta foi a menor comemoração na história de Anápolis. “Menor pelo tamanho, mas muito maior pela importância em razão do momento pelo qual estamos passando”, disse.


Segundo ele, a mensagem é de otimismo aos moradores da cidade. “É um momento de refletir e trabalhar para que possamos continuar enfrentando a pandemia. Isso vai passar porque sempre conseguimos vencer os desafios. Anápolis é Anápolis!”


Um pouco sobre Anápolis

Os princípios da povoação de Anápolis, nos idos do século XVIII, tiveram como responsável a movimentação de tropeiros que demandavam de diferentes províncias em direção às lavras de ouro de Meia Ponte (Pirenópolis), Corumbá de Goiás, Santa Cruz, Bonfim (Silvânia) e Vila Boa (Cidade de Goiás). Os principais cursos de água que cortam a região de Anápolis - João Cezário, Góis e Antas - tinham dupla importância no translado desses garimpeiros: eram sítios de descanso e serviam como referência e orientação na viagem. Abandonando os sonhos de aventura e de riqueza em face da exaustão do precioso metal nas lavras antes promissoras, muitos daqueles viajores optaram pelas margens do Antas para estabelecer moradia, constituir família, explorar a terra.


Já no século XIX o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire fez anotações em seu diário de viagem em que descrevia uma fazenda "que era um engenho de açúcar do qual dependia um rancho muito limpo, no qual nos alojamos". Era o ano de 1819 e o lugar descrito pelo estudioso francês, a Fazenda das Antas. O certo é que pelos idos de 1833, os fazendeiros de há muito fixados às margens do Riacho das Antas, tinham por costume se reunir em casa de Manoel Rodrigues dos Santos, um dos primeiros moradores do lugar, e aí realizavam novenas e orações. Registros históricos da época confirmam que no ano de 1859, a área de terras que constituía propriedade de Manoel Rodrigues dos Santos era um aglomerado de quinze casas.

Acesse e veja essa linda homenagem dos alunos e professores CEPMG Gabriel Issa.


A 25 de abril de 1870 surge o primeiro documento oficial sobre Anápolis. Um grupo de moradores constituído por Pedro Roiz dos Santos, Inácio José de Souza, Camilo Mendes de Morais, Manoel Roiz dos Santos e Joaquim Rodrigues dos Santos fez a doação de parte de suas terras para a formação do que se denominou de Patrimônio de Nossa Senhora de Santana.


No ano seguinte, nas terras doadas, Gomes de Souza Ramos construiu a Capela de Santana o que fez o lugar florescer rapidamente, pelo que foi elevado à Freguesia de Santana, sobrevindo depois os estágios de vila e de cidade.



SIGA A GENTE EM NOSSO INSTAGRAM:

@portalvaledospireneus



Quer ser um parceiro do nosso portal?

entre em contato conosco via e-mail:

portalvaledospireneus@gmail.com


79 visualizações0 comentário